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- A melhor cozinha tradicional em Lisboa
- Há um novo quiosque na Avenida – serve ostras, atum maturado e gelados Santini
Mas eis que o legado continua com os empregados e a chef de sempre, Manuela Brandão. Hari Chapagain assume-se como chef e trabalha o tandoor à vista, de onde sai um naan digno e umas costeletas de borrego suculentas, fumadas no ponto. Há uma certa desarrumação na casa e os pratos anunciam-se na ardósia, mas na cozinha trabalha-se o produto como artesanato. É a Joaquim Saragga Leal que devemos a Taberna Sal Grosso, de onde saíram alguns dos chefs, cozinheiros e taberneiros modernos que têm dado que falar, de Zé Paulo Rocha (O Velho Eurico) a Pedro Abril (Musa). Começou com um balcão de sete lugares em Alcântara e nem a mudança de morada o tornou maior, também porque a ideia nunca foi crescer em tamanho, mas sim em condições. Há menos mesas (um drama para um restaurante com uma lista de espera de meses).
Na pequena Rua de São Nicolau, na Ribeira, a viela leva a uma das melhores casas de comida tradicional da zona. Para os almoços e jantares de família (muito comuns por ali), há as confortáveis mesas do piso superior. O charmoso balcão de azulejos com tampo em madeira é um convite para refeições solitárias ou em grupos menores. Os espaços e os restaurantes que vai encontrar no Time Out Market Porto Nos últimos anos, a cena gastronómica tem-se transformado rapidamente, como reflexo de uma cidade cada vez mais aberta ao mundo – e que conquista mais e mais turistas a cada Verão. Também há clássicos que resistem à gentrificação.
A fechar, não pode deixar de experimentar o Napoleão, sobremesa de inspiração francesa, https://tribunasportsbar.pt/ montada com elegância na hora. Com apenas oito lugares ao balcão, serve cozinha kaiseki, que tem como pontos fundamentais a sazonalidade e a qualidade do produto. No pequeno restaurante aberto por Tomoaki Kanazawa, que quando regressou ao Japão, em 2017, escolheu Paulo Morais para o seu lugar, o chef homenageia a tradição nipónica como se fosse a sua.
A melhor cozinha tradicional em Lisboa
- É ela quem recomenda também o preguinho da casa como entrada – se houver espaço para isto, é claro.
- O Galeto, no Saldanha, é um clássico que dispensa apresentações (e onde tantas vezes se encontram aqueles que trabalham na restauração a comer quando os seus sítios já fecharam), mas há mais nesta lista de restaurantes abertos até tarde em Lisboa, de cozinha de autor a pizzas e hambúrgueres.
- O menu segue o estilo omakase, por isso, é o chef que escolhe as proteínas que quer apresentar, o que muda com frequência e consoante as estações.
- E os preços anti-gentrificação fazem deste um projecto único na cidade.
Louise Bourrat tem um outro espaço muito recomendável, o Gancho, que a Time Out considerou o melhor novo restaurante de 2025, assim como Boubou’s Sandwich Club. A cozinha é internacional, mas não faltam influências portuguesas, vindas do lado materno da chef, que detém o restaurante com o irmão e a cunhada, Alexis e Agnes. São 11 momentos e uma viagem pela história do Belcanto, uma mistura de delicadeza, consistência e imaginação. Com duas estrelas Michelin e lugar cativo no 50 Best, o Belcanto é uma experiência desde o momento em que se passa a ombreira da porta.
Há um novo quiosque na Avenida – serve ostras, atum maturado e gelados Santini
Projecto do grupo Visabeira, o Gare ocupa a antiga Gare Marítima de Alcântara, revelando uma esplanada Terrazza Martini e uma sala envidraçada de frente para a Ponte 25 de Abril. Os clientes escolhem um copo, servem-se do açaí e escolhem os toppings que quiserem, entre granola, coco ralado, bolacha, leite condensado ou mel. Se quiser experimentar um cocktail, o bar, O’Mast, oferece sofisticadas bebidas com propostas de autor e snacks ligeiros, ideal para clientes locais e hóspedes. O antigo restaurante deu lugar ao ELEMENT6, capitaneado pelo chef Sebastian Fritye, cujo conceito gira em torno do fogo, do carvão e da precisão técnica da grelha, destacando desde pratos de peixe fresco à carne Wagyu. Na comida, há sopas, saladas e wraps, taças de iogurte com granola e papas de aveia para o pequeno, sem esquecer as empanadas, a tarte de coco e doce de leite e, claro, os alfajores argentinos.
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Com umas belas arcadas em pedra a marcar a sala, o espaço foca-se na massa fresca italiana com influências do mundo e sabores do mar. A refeição termina com sobremesas caseiras, como o pudim de côco, servidas em loiça Vista Alegre. Uma das sobremesas disponíveis é o açaí, que tem uma estação de self-service. Nas sobremesas, há gelado frito de doce de ovos com canela e tigelada com creme mascarpone e doce de ovos.
Casa de Chá da Boa Nova
Disponível à carta ou em dois menus degustação (um dos quais vegetariano), a experiência materializa-se em propostas como o pão de queijo com caviar e os dadinhos de tapioca. Por um lado, é a colecção privada de Paulo Macedo, com natural foco no pintor modernista Cícero Dias, que faz do espaço uma autêntica galeria. Instalado no espaço do histórico Cinema Olympia, o Bistrô Olympia propõe-se a recuperar o glamour dos anos 1920. Em 2022, abriu em Chaves, perto da Ponte de Trajano, e em 2025, no Parque das Nações. E na carta resistiram algumas pastas e pizzas, como o spaguetti Don Alfonso, com molho de tomate fresco, parmesão, manjericão e limão, e as clássicas Margherita, Diavola e Prosciutto e Rúcula.
Quando saltar com uma prancha de snowboard de telhados de casas a 2.640 metros de altitude é a tarefa do dia
Entre as opções há tomate, mole, manjericão; chicharro, ajo blanco; escabeche de perdiz; dourada grelhada com tomatada de mexilhão e batata doce; pica-pau; ou cachaço de porco confitado com guisado de feijão maduro. A única decisão que tem de tomar é se escolhe entre o menu combo, que inclui três a quatro entradas, nove niguiris, dois rolls, sopa miso e sobremesa; ou o menu de niguiris, que é igual ao combo, mas não inclui as entradas. Foi o casal que, vindo de Alto Minho, abriu o restaurante apostado em servir o melhor da região. No piso de baixo, está o bar com cocktails de autor e quatro salas privadas, para uma experiência mais intimista. Se na casa-mãe a ideia é deixar-se estar e descobrir o peixe além do marisco, neste espaço o marisco e os petiscos são as estrelas e está pensado para refeições mais rápidas. Com mais de 100 lugares, entre a elegante sala, o balcão e uma esplanada interior, o serviço é exemplar.
É uma cafetaria, mas a dupla não conseguiu ficar longe dos tachos e criou um menu de almoço, com pratos do dia, sandes e sopa, que seduziu de imediato a população do bairro. No final, a conta é comedida e é fácil sair do restaurante com a certeza de que podia ser uma boa cantina de todos dias. É habitual encontrarmos a sala cheia, com muitas conversas cruzadas, e gente à espera para sentar.
É uma casa minhota, modesta como há muitas a fazer história e tradição em Lisboa. Hoje contam-se ali quatro casas de marisco e uma delas chama-se, apropriadamente, O Palácio, membro de pleno direito da real lista das melhores cervejarias de Lisboa. Uma das grelhas mais respeitadas de Lisboa fica mesmo em cima do rio, na Estação Marítima da Rocha do Conde de Óbidos. Mas há muitas alternativas para quem não está inclinado para este género de panqueca e prefere ficar pelo sushi. Quando em 2019 se soube que o Maravilhas ia mudar de casa, para umas portas ao lado, para poder crescer, temeu-se o pior.
